Cônsul-geral de Angola em Portugal deixa casa com medo de bruxaria…

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Se há país onde Angola investiu seriamente em imobiliário para o seu corpo diplomático, este é Portugal. Na capital lusa, o Estado angolano detém uma série de imóveis, principalmente no bairro do Lumiar, um dos mais tradicionais de Lisboa, onde tem prédios para acolher a quase centena de funcionários de recrutamento central.

Entre as casas adquiridas para o pessoal diplomático há uma específica para o cargo de cônsul-geral, Narciso Espírito Santo, a quem é atribuída bastante competência profissional. Diz-se, em Lisboa, que organizou os serviços consulares e deu muito dinheiro a ganhar ao país, ao ponto de os rendimentos do consulado servirem para pagar parte dos ordenados, sobretudo do pessoal de recrutamento local, quando o Ministério das Finanças atrasa no envio das prestações mensais. Mas como há bela sem senão… eis que o diligente Narciso Espírito Santo “obriga” o Estado angolano a pagar-lhe uma renda de casa, quando ele tem uma de função, mas que se recua a ocupar. Fontes bem informadas na diplomacia angolana confidenciaram ao Correio Angolense que não há nenhuma mania de grandeza atrás da recusa do cônsul geral em ocupar a sua casa. O problema é que o homem teme que a casa possa estar “minada” por mixórdias feiticistas, algo muito comum no funcionalismo público angolano. De resto, é costume altos funcionários nomeados para cargos novos mandarem “desinfestar” os gabinetes, temendo que os seus antecessores lhes tenham deixado qualquer “presentinho” … Especialistas nesse tipo de “desinfestação” já chegaram a ser contratados na RDC..