Perspectiva de desemprego paira sobre assistentes da SonAir

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A decisão da SonAir, companhia aérea adstrita à Sonangol, em pôr termo aos voos domésticos de carreira para o Soyo, Cabinda, Catumbela e Lubango, a partir de Luanda, pode resultar no desemprego de pouco mais de meia centena de trabalhadores, designadamente assistentes e comissários de bordo, tecnicamente designados por Pessoal navegante de Cabine (PNC). 

A informação foi dada ao Correio Angolense por fonte do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAVIC). De acordo com a fonte, a decisão foi comunicada em reunião realizada a 28 de Novembro passado com os trabalhadores da operação dos referidos voos, entre comandantes, pilotos e assistentes de bordo. Nesse encontro, foi informado que a medida se enquadra na política de rentabilização de activos e de redução de despesas da empresa. 

O risco de desemprego de assistentes e comissários de bordo radica no facto de a companhia criada para dar suporte à indústria petrolífera não saber onde acomodar parte do pessoal que operava esses aviões. Entretanto, a SonAir está a negociar com a TAAG o enquadramento dos “excedentários”, mas nem todos deverão ser absorvidos.

Fazendo fé na nossa fonte, a TAAG só aceitará elementos do PNC com até 35 anos de idade e comandantes e pilotos com até 57 anos. É aqui onde mora o problema, visto que grande parte dos quase dos 50 assistentes e comissários já passou dos 35 anos.

Os voos em questão eram operados por dois aviões do tipo Boeing 737-700, com capacidade para 106 passageiros cada. Os aparelhos são os mais valiosos da companhia criada em 1998 para dar suporte em transporte aéreo à indústria petrolífera nacional, dentro dos padrões de segurança da aviação civil. 

Em princípio, de acordo com a nossa fonte, os dois aviões serão vendidos à companhia aérea nacional de bandeira, TAAG, visto já não terem serventia para a SonAir. A TAAG deverá também absorver parte do pessoal que operava esses aviões, principalmente comandantes e pilotos, desde que tenham até 57 anos de idade. O que ainda não se sabe é o que acontecerá com comissários e assistentes de bordo, estando ambas as partes a negociar o futuro desses trabalhadores.

A fonte do Correio Angolense assegurou que a subsidiária da Sonangol E.P. não vai cessar a sua actividade, devendo continuar a operar os chamados voos rotativos, destinados a transportar pessoal para plataformas petrolíferas. Os voos charters ficarão a cargo dos 13 aviões do tipo Beechcraft-1900 D, cuja capacidade varia entre 12 e 18 passageiros.

Além desses aparelhos, a SonAir dispõe de 14 helicópteros de médio porte do tipo Sikorsky S76 C++, com capacidade de 11 passageiros.

No seu site a SonAir identifica a sua missão como sendo o suprimento de “serviços de transporte aéreo de passageiros com segurança e fiabilidade assegurando o melhor equilíbrio económico”, tendo como visão “ser o principal operador de transporte aéreo de apoio a indústria petrolífera nacional e com expansão regional, actuando com segurança, qualidade e competitividade”.