Bornito de Sousa descarta má relação com o PR

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O vice-presidente da República (VPR) descartou a existência de crispação na sua relação com o seu superior hierárquico, João Lourenço. A revelação foi feita sexta-feira última, 6, durante um encontro com jornalistas e fazedores de opinião promovido pelo gabinete de Bornito de Souza para, entre outros assuntos, explicar o papel do vice-presidente no xadrez político nacional, a pretexto do 10.º aniversário da Constituição da República de Angola.
Para desfazer equívocos relativamente à relação com o PR, Bornito de Sousa falou em “relação interpessoal familiar” e institucional saudável, sem nenhum tipo de clivagem. “Semanalmente articulamos com o PR o que o vice-presidente da República vai fazer e no regresso das actividades, além de relatório que segue posteriormente, reporto o ocorrido ao PR”, explicou.
Relativamente à relação institucional o vice-presidente da República disse ainda que sempre que pretende falar com o presidente João Lourenço acciona os necessários mecanismos e em poucas horas é recebido. “Não tem havido problemas”, sublinhou.
Já no que diz respeito à relação particular entre ambos, foi mais longe, “engajando” as esposas. “A minha esposa e a esposa do Presidente da República foram colegas na JMPLA e são amigas. Temos uma boa relação, uma relação familiar”, disse antes de explicar que não procedem as insinuações segundo as quais há crispação no relacionamento entre ambos pelo facto de Bornito de Sousa ter sido chefe de João Lourenço na Direcção Política Nacional das FAPLA e agora os papéis inverteram-se. “Quando cheguei à DPN o camarada João Lourenço ainda não lá estava. Chegou depois que saí”, lembrou.
O VPR também esclareceu que a pouca divulgação das suas actividades na comunicação social nada tem a ver com qualquer ordem superior. Revelou que decorre de uma estratégia adoptada por si e pelo seu gabinete, com base no conceito “mínima exposição e máxima produtividade” que eles próprios aprovaram como divisa funcional.