A propósito do fim do Girabola

398

É verdade que a decisão anunciada quinta-feira de encerramento imediato do Girabola 2019/2020 é apenas dos clubes e comunicada à Direcção da FAF. Agora, falta que a FAF reúna os seus órgãos e tome a decisão definitiva sobre o assunto.
E é bom de lembrar que a FAF antes de tal decisão deve comunicar/ouvir as entidades do Estado com responsabilidade na matéria, comunicar/ouvir a CAF, bem como comunicar/ouvir o patrocinador oficial da competição, a Zap. Embora tudo indique que a decisão da FAF não fugirá do que foi anunciado pelos clubes.
Mas, os fundamentos dos clubes não são muito consistentes. Nomeadamente, como é que eles decidem desistir de um campeonato com muito mais de metade da prova disputada, faltando somente 1/3 para o seu desfecho?
Há, seguramente, muito melhores soluções que a ora tomada pelos clubes. Exemplos:
1. Mesmo antes do levantamento do Estado de Emergência, em 20 dias podem ser jogados o que resta do campeonato, sem público;
2. Se a situação da COVID exigir mais rigor no confinamento então deve-se esperar que tudo passe e juntar o fim da presente época com o início da época seguinte.
Enfim, seria mais sensato e justo com tudo quanto foi empenhado pela organização, clubes e jogadores; disputado em relvados (e quase relvados) que servem de palco ao Gira; e conquistado ou prestes a conquistar por jogadores individualmente e clubes colectivamente na competição que se quer, de forma pura e simples, pulverizar! Alguma coisa estranha haverá por aí. Não me parece que seja somente a COVID-19 e os contratos dos atletas…