Salafrários e impostores no Jornalismo

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De uns tempos a esta parte, um obscuro portal de notícias tem forçado uma geminação com o Correio Angolense.

Textos do Correio Angolense têm sido repetida e abusivamente retomados por esse esse portal sem quaisquer cerimónias.

Esse exercício tem sido marcado, também, pela desonesta tentativa de omitir a autoria dos textos. 

Frequentes vezes, textos do Correio Angolense  foram retomados por esse portal e depois disseminados por diferentes redes sociais sem qualquer identificação da sua origem. Mesmo quando “concede” em identificar a autoria dos textos, o jornal24horas.ao fá-lo de modo a que quem o leia não chegue facilmente à fonte da matéria. Invariavelmente, a assinatura do Correio Angolense  é colocada no final do texto, o que revela o propósito de lhe dar a menor visibilidade possível.

Inicialmente, o Correio Angolense tomou a retomada dos seus textos e a quase ocultação da sua autoria como resultado de lapsos ou falhas que o tempo se encarregaria de corrigir. Mas o tempo foi correndo e a persistência da prática oferece, hoje, ao Correio Angolense a certeza de estar diante não de uma falha circunstancial, mas de uma opção assumida. A clonagem dos textos do Correio Angolense tornou-se numa opção assumida do portal jornal 24horas. Nada, no entanto, que nos tirasse o sono, mesmo porque, no Correio Angolense há a plena certeza de que as pessoas interessadas nos seus conteúdos obtêm-nos directamente da fonte – cujo acesso é gratuito.   

Ao Correio Angolense, vamos repeti-lo, não tira o sono o facto de o portal jornal24horaspendurar-se no seu prestígio e credibilidade. Profissionais medíocres precisam, sempre, de agarrar-se a saias alheias para sobreviverem. Sem clonar produtos alheios, ninguém perderia tempo com o jornal24horas.

O jornal24horas pisou a linha vermelha quando tomou o silêncio do Correio Angolense como aceitação tácita de uma geminação entre os dois.  

Na terça-feira, 04 de Agosto, o jornal24horas levou a sua confusão ao extremo: não retomou, sem autorização, um texto do Correio Angolense; foi mais longe e “cooptou” o nome do director deste portal para assinar uma amálgama muito confusa de ideias soltas e desconexas sobre as perspectivas eleitorais de 2022.

Muito antes de tomar contacto com a peça do jornal24horas, ao correio do director do Correio Angolense chegaram mensagens de vários admiradores reclamando contra a qualidade de um texto que já circulava nas redes sociais e cuja autoria lhe era imputada. Isto quer dizer que embora reconheçam algumas semelhanças entre ambos, as pessoas atentas sabem distinguir a aranha do caranguejo.   

Na verdade, foi isso o que aconteceu: o nome do director do Correio Angolense foi abusivamente usado para emprestar respeito e credibilidade a mais uma desconseguida tentativa de fazer jornalismo por parte do jornal24horas.

O director do Correio Angolense enviou nota à Comissão da Carteira e Ética para que a atribuição da carteira profissional não contemple salafrários e impostores como Walter Daniel, o director do jornal24horas.

O Jornalismo angolano não pode continuar sob o jugo da doutrina do “yá camarada” e do “etu um  dietu”. É chegado o tempo de separar o trigo do joio.

Apesar das aparências, não somos farinha do mesmo.