Bem discutível… o “assunto”

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Em famílias estáveis e de valores comuns é expectável que se partilhem os mesmos valores…,é expectável que os pais transmitam a prole, a forma de pensar o Mundo…e militem, por isso, na mesma filosofia.

Quanto mais decentes forem os valores defendidos…, maior a “proliferação” destes.

Não me parece que haja nepotismo em situações análogas.

Há poucos países no Mundo, como Angola, em que os políticos de carreira não deixaram “descendência”. 

Não raro, esses descendentes não têm do que se orgulhar do feito dos pais…

Há casos em que os filhos apenas se “locupletaram” do nome e das benesses do poder dos pais (sem mérito nem galhardia)…como  autênticos “feudos”.

Por outro lado, temo que tenha decorrido de “excesso de zelo” ou da má interpretação da “intenção do legislador” o facto de a nobre “Auxiliar” do poder executivo, Senhora Vera Daves, bem cotada por sinal por quem crê num país melhor…, ter evoca(do) os poderes que lhe foram delegados pelo Presidente da República para dispensar a sua “Técnica Superior de 2ª Classe”.

Precisava mesmo?

Vão mal, o governo e o país, em que o seu Chefe de Estado anda a gerir “técnicas superiores de 2 da classe”.

Obviamente que esse irritante se dispensaria com um “disfarçado” concurso público …, se fosse o caso.

O medo do nepotismo…não pode fazer a sociedade correr o risco de asfixiar nem o mérito nem a ascensão profissional de quem é “trabalhador de carreira”…, como parece ser o caso.

É a lei e a transparência que têm de colocar barreiras.