“Intercontinental” terá 95% de pessoal angolano

322

De modo a gerar empregos directos para angolanos, nas negociações com o Grupo Intercontinental, a Sonangol bateu-se para que a quota de expatriado fosse reduzida para 5% do total de trabalhadores da imponente estrutura…

O hotel Intercontinental Luanda Miramar, que a justiça angolana devolveu à Sonangol, donde haviam saídos os recursos com que foram construídos, entrou em funcionamento recentemente em sistema de “abertura suave”, segundo informou esta quarta-feira, 20, o PCA da petrolífera, Gaspar Martins. 

Num encontro com jornalistas, denominado “Matabicho com a Media”, o “número 1” da Sonangol adiantou que o “Intercontinental” é um dos activos da empresa privatizados, desta feita em sistema de gestão e operação com o grupo hoteleiro Intercontinental, um dos mais importantes do Mundo. “É prematuro falar em números, pois estamos numa fase muito insípida do funcionamento da estrutura. O que podemos garantir é que haverá lucros partilhados”, sublinhou.

Por enquanto, não há hóspedes alojados no hotel, visto que esta primeira etapa é de formação de pessoal. “Para já foram recrutados 50 trabalhadores, número que posteriormente subirá para 150 e quando a estrutura estiver a funcionar em plano, serão empregados directamente 900 pessoas”, indicou.

Gaspar Martins fez questão de sublinhar que por ocasião das negociações com o Grupo Intercontinental, a Sonangol convenceu a muito custo a contraparte de que 95% dos trabalhadores devem ser angolanos. “Apenas 5% da força de trabalho do hotel será composta por expatriados”, exultou o executivo.

O Intercontinental Luanda Miramar será eventualmente o hotel mais luxuoso de Angola e o primeiro do país a ser gerido por uma cadeia internacional de referência. Construído num espaço de 1.475 m3, o hotel de 5 estrelas e 24 andares possui 377 quartos, todos suítes, duas das quais presidenciais. Dispõe igualmente se diversos restaurantes, SPA, salão de beleza, ginásio e casino.

Foi inaugurado pelo presidente João Lourenço em 11 de Novembro do ano passado, no âmbito das celebrações do 45.º aniversário da independência nacional.