A máscara vai cair

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Um tal Edno Soares, mais uma ficção produzida pela incansável fábrica de pessoas sem rosto inventada por um antigo caimanero, teve a amabilidade de incluir-me numa selecta relação do que ele descreve como “colossos” do jornalismo angolano.

A indústria de ficções do antigo estudante em Cuba, alimentada com dinheiro público, já produziu sem rostos como Afonso Bunga, Rui Tristão, Aline Frazão. Mais recentemente juntou-lhes um Manuel Neto…  

A lista da “galáxia dos melhores escribas de Angola” inclui Gustavo Costa, Luís Fernando, Victor Silva e Severino Carlos.

No meu caso, a “amabilidade” custou-me a acusação de ser activista da UNITA. Nada que me aqueça ou arrefeça. Mas, enfim…

“Graça Campos já não esconde o seu ódio visceral contra o MPLA e, nesta condição, transforma-se numa espécie de activista da UNITA”.

Mesmo depois de me identificar como activista da UNITA, o ex-bolseiro, que agora se esconde por detrás de novo disfarce, ainda se permite à redundância de perguntar se ele e os seus não estarão “diante de jornalistas (o plural deve-se à inclusão do Gustavo Costa) que, valendo-se da sua pena requintada, estejam ao serviço de terceiros para derrubar o MPLA?” 

Da minha parte “cumpre-me” esclarecer o seguinte:

1.

É verdadeiramente comovente o obstinado esforço do ex-bolseiro de me colocar no colo da UNITA. Mas não quero! 

Não tomo como necessária e muito menos obrigatória a filiação partidária para o exercício do jornalismo e da cidadania. Tenho sobrevivido sem qualquer muleta partidária. E não tenciono mudar.

Não me incluo entre os que julgam que da militância partidária advém o bom ou mau carácter das pessoas; ou que da filiação ao MPLA ou a qualquer outro partido depende a felicidade pessoal. 

Em público ou em privada, ninguém me ouvirá, nunca, a reivindicar qualquer filiação partidária. Neste “quesito”, o ex-caimanero, agora travestido em Edno Soares, perde tempo e esforço, embora ganhe dinheiro. Sim, porque existem sacos azuis que financiam esses exercícios de difamação e calúnia. 

2.

Um “barão de jornalismo angolano” e “um velho profissional forjado nas bancas do jornalismo desportivo e de pena refinada”, como o ex-bolseiro o define, Gustavo Gosta não precisa que eu responda por ele.

Mas sei que o confesso fã de Fidel Castro e da ditadura cubana treme à mínima menção do nome do articulista do Novo Jornal e correspondente do Expresso. 

Há uma razão para isso: sólidas relações de amizade, criadas e consolidadas ainda na adolescência, ligam Gustavo Costa a algumas eminências pardas deste país.

Alçado aos quartos do fundo do poder, o Edno Soares, pobre do rapaz, vive sob o permanente pavor de perder acesso a holofotes que transmitem a sensação temporária de poder. Diariamente acorda sobressaltado pelo pesadelo de ter perdido o tacho para o Gustavo. O ex-bolseiro foi totalmente tomado pelo medo e inveja. Vive sob a ditadura do pânico.

3.

 É muito pequena a “galáxia” em que se encaixam os “melhores escribas de Angola” segundo os critérios de Edno Soares. 

Todos os “galácticos” trabalharam juntos, ou em separado, no Jornal Desportivo Militar ou no Jornal de Angola. Portanto, conhecemo-nos. A trajectória e experiência comuns permitem que cada um de nós identifique, de olhos vendados, as impressões digitais de textos escritos por qualquer integrante da “galáxia”. Eu não tenho a menor dúvida quanto à identidade do fabricante de pessoas sem rosto. Só não a revelo agora porque ainda quero acreditar que, por algum descontrolado impulso de dignidade, algum dia, que espero  seja o mais breve possível, ele próprio deixe cair a máscara, mostrando aos angolanos a sua verdadeira face. A face de um cínico. A máscara está presa por um fiapo!