Grupo de media do MPLA emperra na GEFI

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O grupo de media do MPLA, cujo lançamento estava previsto para antes das próximas eleições, continua a arrastar pé devido à excessiva burocracia que envolve aquisições de bens e pagamento de serviços, segundo apurou o Correio Angolense de boa fonte.

Inicialmente projectado para entrar em acção antes de Agosto próximo, a fim de alavancar a campanha do MPLA, nenhum dos quatro órgão irá ao ar antes do pleito. De acordo com a fonte, Fevereiro era o mês indicado para o lançamento da Rádio, seguindo-se a Televisão, em Março, assim como o jornal e o portal de internet, em Abril. Nada, porém, se concretizou até agora.

“Havia uma programação feita, a qual apontava o período entre Fevereiro e Abril deste ano para o lançamento dos vários produtos do grupo de media do MPLA, mas nada foi concretizado. Apenas a rádio emite em regime experimental, sem possibilidade real, entretanto, de entrar efectivamente em funcionamento antes das eleições”, disse a nossa fonte, segundo a qual “provavelmente apenas o portal deverá ser lançado antes de Agosto próximo”.

Para a fonte, apesar dos altos investimentos feitos em infraestruturas integrais (para rádio, televisão, jornal e portal de internet), tudo está emperrado devido à burocracia. “O conglomerado de comunicação social do partido depende financeiramente da GEFI, o braço empresarial do MPLA. Tudo é adquirido por aquela empresa, até papel higiénico e álcool gel para as casas-de-banho, o que deixa o PCA da empresa de comunicação ‘pendurado’. Muitas vezes, o responsável da empresa tem que reunir com as chefias da GEFI, a fim de desbloquear verbas. Isto é algo que não pode acontecer quando a empresa estiver a funcionar em pleno, porque o PCA passará mais tempo na GEFI do que no seu local de trabalho”.

Fazendo fé na nossa fonte, o grupo que inicialmente se designava Ginga Media passou a chamar-se Girassol Media, tendo dupla subordinação na sede do MPLA. A parte ideológica é comandada por Rui Falcão Pinto de Andrade, o secretário do Bureau Político para a Informação, ao passo que a componente financeira está nas mãos de Mário António, homem que cuida de parte substancial dos negócios do partido dos “camaradas”. A ambos, o PCA da Girassol Media, Hélder Bárber, presta contas, não tendo autonomia para qualquer tipo de aquisição.