Na sua edição recente,  o Jornal de Angola proclamou: “Kero entre os maiores alvos de reclamações”.

No corpo da notícia diz-se: “O Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Inadec) anunciou ter suspenso a actividade de um estabelecimento comercial no decurso de 112 acções de inspecção realizadas em todo o país ao longo da semana passada, quando as companhias com reclamações foram os hipermercados Kero, a Pumangol e a Movicel”.

Compulsada a notícia, “de Cabinda ao Cunene”, não se encontra nenhuma explicação para as supostas reclamações dos consumidores. Se não são apontadas as causas das putativas reclamações, de que modo o Kero irá corrigir as falhas e como ajudar os consumidores a evitarem os produtos ou serviços deficientes?

O mesmo se passa com a Pumangol. Em momento algum a notícia do Jornal de Angola, feita com base num comunicado do INADEC, nomeia as causas das supostas reclamações dos consumidores.

Se o INADEC não é capaz de nomear as deficiências então é preferível que fique calado. De outro modo, arrisca-se a ser associado a uma qualquer cabala contra aquelas duas marcas.