Rui Ferreira rende-se

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O juiz conselheiro presidente do Tribunal Constitucional, Rui Constantino Ferreira, convocou para hoje, 03 de Outubro, o Conselho da Magistratura, com o objectivo exclusivo de comunicar aos membros desse órgão a sua decisão, aparentemente irrevogável, de renunciar ao cargo.

Rui Ferreira convocou a reunião com apenas um dia de antecedência.

Se o juiz conselheiro presidente resistir a patéticos apelos de “fica, fica”, que certamente não deixarão de ser ouvidos por parte dos seus cúmplices, deverá apresentar, sexta-feira, a sua demissão ao Presidente da República. 

Rui Ferreira já não tem condições morais para se manter em tão elevado posto.

Nos últimos tempos, o nome de Rui Ferreira tem aparecido frequentemente nas páginas da imprensa alternativa e não pelas melhores práticas. 

A saga começou quando foi denunciado o seu papel no processo da Arosfran.

Visto o seu nome envolvido em vários escândalos, o primeiro dos quais foi o seu papel menos transparente no processo da Arosfran. Seguiram-se um sem número de denúncias de irregularidades em que o nome de Rui Ferreira esteve sempre no epicentro.

A semana passada, por exemplo, o advogado Manuel Moreira Pinheiro solicitou à Procuradoria Geral da República, a abertura de um inquérito contra ele por suspeita de alegada pratica de “trafico de influência”.

Antes, uma outra advogada já o havia acusado de esbulho de sua propriedade.

A UNITA, o principal partido da oposição, considera que a “nomeação do Juiz Rui Constantino da Cruz Ferreira constitui um acto inválido, nulo ab initio, porque baseou-se num acto ilegal do Conselho Superior da Magistratura Judicial, igualmente ferido de nulidade absoluta”.  Agora que se vai despir da couraça que o protegia contra “ventos e mares”, talvez Rui Ferreira tenha condições para enfrentar, preferencialmente na barra do tribunal, todos aqueles, que não são nada poucos, que dão dele a imagem de um ser venal, perverso.