Atlântico doará material e criará Fundo para negócios afectados pelos efeitos da Covid-19

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Preocupado com os caminhos que a economia angolana pode seguir em razão dos efeitos da pandemia da Covid-19, o Banco Millennium Atlântico vai doar material médico diverso à Comissão Interministerial. Mas para minorar os efeitos da Pandemia o Banco fez mais: associou-se a um “gigante” mundial do sector de investimentos para criar um Fundo que, em primeira instância, vai apoiar pequenas e médias empresas a enfrentarem o actual momento de perdas! 

No âmbito da sua responsabilidade social, nos próximos dias o Banco Millennium Atlântico (BMA) vai doar diverso material médico e bens essenciais à Comissão Interministerial para a Prevenção e Combate a CoVid-19, segundo indica uma nota de imprensa distribuída à Comunicação Social.

De acordo com o documento, a doação inclui kits para testes, máscaras cirúrgicas, equipamento de protecção para as equipas clínicas e ventiladores, devendo ser privilegiados os produtos que maximizem a produção nacional. 

“A actual situação exige que todos os agentes económicos e sociais multipliquem os seus esforços e se empenhem determinadamente na superação desta crise. Assim, a sua contribuição, em articulação com a Comissão Interministerial de combate ao CoVid-19, é fundamental para que os mecanismos de mitigação à ameaça sejam implementados com segurança e sustentabilidade, quer no imediato, quer de carácter estrutural”, refere a nota do BMA.

Para o BMA, estando o mundo a enfrentar uma penosa crise sanitária, em virtude da pandemia, formalmente declarada a 12 de Março pela Organização Mundial de Saúde, faz-se necessário o banco associar-se aos esforços da sociedade para ajudar a debelar o problema.

“À semelhança do resto do mundo, em Angola temos sentido os efeitos da pandemia em duas grandes frentes, muitas vezes conflituantes: na ameaça à saúde pública e ao bem-estar das populações e na crise económica de dimensão global, com consequências dramáticas para as famílias e os agentes económicos”, detalha do documento.

No âmbito dos seus esforços para minorar os danos económicos causados pela Covi-19 em Angola, o BMA não se ficou pela doação às entidades governamentais. Em parceria com a Hemera Capital Partners e o DisruptionLab, lança também nos próximos dias o Fundo de Investimento Social de Impacto e Transformação para Empreendedores (FISITE).

“O Fundo destina-se a apoiar pequenas e médias empresas com provas dadas na sua actividade, que atendam às actuais necessidades do mercado, nomeadamente nas áreas que foram mais gravemente afectadas pela pandemia do CoViD-19. As empresas beneficiárias do Fundo contarão ainda com o apoio do DisruptionLab em matérias de gestão e implementação de inovação”, revelou o PCA do BMA.

O documento informa igualmente que o Fundo, cuja gestão estará a cargo do Hemera Capital Partners, tem dotação mínima de AKZ 3.075 milhões, resultantes de um firme compromisso de investimento assumido pelo Atlântico, o Fundo terá a gestão da Hemera Capital Partners. “Para além do Banco, o Fundo procurará activamente outros subscritores, nacionais e internacionais, nas áreas de investimento social de impacto iniciará de imediato os processos de investimento, tão logo sejam cumpridos os trâmites legais de incorporação e sujeito à obtenção de todas as aprovações aplicáveis”, refere a nota.

Segundo o documento, a iniciativa do BMA decorre do facto de a instituição ter em conta que “o impacto da crise sanitária na vida económica do país exige a criação de instrumentos financeiros que contribuam para minimizar esses mesmos impactos”.