IRDP quer bombas de combustíveis em todas as sedes de municípios…

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A ausência de postos de abastecimento de combustíveis em 37 das 164 sedes de municípios do país tira o sono ao DG do Instituto Regulador dos Derivados do Petrolíferos, que tem como meta suprir essa carência ainda no decorrer do presente ano…

O Instituto Regulador dos Derivados do Petrolíferos pretende cobrir até ao final do ano corrente todas as sedes municiais do país com pelo menos um posto de abastecimento de combustível, segundo disse esta quarta-feira, 20, o seu diretor-geral num “Matabicho com a Media” promovido pelo ministério dos Recursos Minerais e Petróleos.

Albino Ferreira revelou que 37 das 164 sedes dos municípios do país não possuem postos de abastecimento de combustíveis. “Quando iniciamos funções fizemos um mapeamento para identificar zonas carentes de postos de abastecimentos e concluímos que o Leste do país é a região mais afectada. Catalogamos em todo o território nacional 39 sedes municipais desprovidas desses equipamentos”, disse sem enumerar as localidades.

“Neste momento já conseguimos baixar o número de sedes municipais sem PA’s de 39 para 37 e encetamos contactos com a banca comercial e investidores no sentido de se associarem a este esforço para que atinjamos o objectivo de até final de 2021 colocar postos em sede municipais onde não os há”, informou o diretor-geral do IRDP.

Albino Ferreira, disse que as municipalidades nessas condições estão sensibilizadas para a cedência de parcelas de terras para o efeito. “As administrações municipais vão facilitar a concessão de terrenos para que a infra-estrutura seja erguida”, assegurou antes de indicar que a entidade que dirige se tem desempenhado nas suas vestes de fiscalizadora, de modo a que os operadores melhorem a sua conduta. “Temos aplicado várias multas a operadores que não cumpram as normas. Nem a Sonangol escapa”, sentenciou.

O IRDP se descreve no seu site como tendo por objectivo “exercer as funções de regulação, controlo e fiscalização de todas as actividades relacionadas com o Sector dos Derivados do Petróleo, desenvolvidas em Angola”. Ou seja, regular o também conhecido down stream, visando a melhoria do acesso aos produtos petrolíferos, por parte da população, a preços justos, e observando os padrões de qualidade dos produtos e serviços, sem prejudicar a sustentabilidade económica das empresas do sector.