(No exercício do seu Direito de Resposta), a criadora da tese que divide angolanos em puros e não puros, defende que enquanto militante do MPLA “assumo as declarações que proferi”

Ao
Mui digno Graça Campos

Gostaria de manifestar a minha satisfação por saber que acompanhou com muita atenção a edição da passada sexta-feira do programa Política no feminino.

Saiba que enquanto cidadã e militante do MPLA no pleno gozo dos meus direitos, assumo as declarações que proferi no referido espaço à luz da liberdade de expressão e de pensamento consagrados na constituição.

Entretanto, foi com tristeza que constatei que um jornalista experimentado como senhor Graça Campos, não se deu ao trabalho de fazer recurso ao contraditório para aferir de facto se eu estou ou não proibida de entrar em Portugal, tal como diz no seu texto.

Para sua informação, tenho ido com regularidade à Portugal. E a última vez que lá estive foi há pouco menos de um mês.

Quanto às questões ligadas ao processo judicial que também faz referencia no texto, por razões éticas e em respeito às pessoas envolvidas,  prefiro não me pronunciar,  e deixar que a justiça faça o seu trabalho, na certeza de que em tempo oportuno o senhor saberá do desfecho.

Atenciosamente.

Susete Antão