O Executivo angolano e a PGR conhecem muito bem como alguns marimbondos, da estirpe de José Ferreira Ramos, dono do empreendimento imobiliário JARDINS DO ÉDEN (RIDGE SOLUTIONS), se apoderaram indevidamente da poupança de trabalhadores que pagaram em 2008 por uma residência nunca vista até à data.

O Executivo angolano e a PGR sabem muito bem que as vítimas da indecorosa e criminosa “acumulação primitiva do capital” atingiu não só os cofres do Estado, mas a própria sociedade civil.

O Executivo angolano e a PGR sabem que os processos judiciais no Tribunal Cível andam a passo de camaleão. Três dos credores dos Jardins do Éden acabaram por falecer entre 2020 e 2021, sem verem a tão almejada casa pela qual pagaram.

José Ferreira Ramos, o marimbondo que vive à grande e à francesa graças a poupanças alheias

A PGR sabe que há processos destes lesados no Tribunal Cível que não têm JUIZ designado para a sua conclusão.

O Executivo angolano e a PGR sabem muito bem que os lesados dos Jardins do Éden são cidadãos na faixa dos 60/70 anos. E não têm casa. Nunca roubaram o Estado. Sempre viveram do salário. Hoje, José Ferreira Ramos não os indemniza, alegando que não tem dinheiro.

Quem, na alta hierarquia do MPLA e do Governo, ou até mesmo do Judiciário, protege o exportador de capitais dos lesados para o Dubai? Porque é que o Presidente da República nunca falou deste tipo de roubo das poupanças dos cidadãos trabalhadores?

Porque é que o Poder Político em Angola fecha os olhos, vê os credores dos Jardins do Éden sucumbirem, enquanto José Ferreira Ramos continua a beber o bom vinho multimilionário com o dinheiro dos lesados?

Escritor, jornalista e docente de língua portuguesa, reparte as suas múltiplas competências académicas e intelectuais pelas áreas de formação contínua, o ensino e o activismo cultural pelo fomento do livro e da leitura