O Banco de Fomento Angola (BFA) encerra segunda-feira próxima, 10, seis balcões, sendo três em Luanda e outros tantos repartidos entre Cabinda, Lobito e Santa Clara (Cunene), todos postos de atendimento alfandegário, tal como o do Largo 4 de Fevereiro (Porto), na capital do país.

A informação consta de um comunicado da instituição divulgado no seu site. Segundo a nota, em Luanda encerram as agências do Rocha Pinto II (junto ao cash & carryMaxi) e do Palanca, devido à proximidade a outros balcões. Quanto aos postos de atendimento alfandegário, deixaram de ter serventia prática, em razão de a Administração Geral Tributária (AGT) ter aderido à digitalização nos processos de pagamento de impostos.     

De acordo com o documento, o fecho destes balcões acontece no “âmbito do projecto de optimização e redimensionamento da sua rede comercial de balcões, que tem como objectivo a melhoria da qualidade dos seus serviços”.

O encerramento dos balcões não implica despedimento de trabalhadores, conforme assegurou a responsável da Direcção de Relações Institucionais do BFA, Ana Macedo, em contacto com o Correio Angolense. “Nenhum colaborador será despedido em virtude deste redimensionamento. Os colaboradores das agências encerradas serão alocados a outros órgãos do banco”, garantiu.

“O fecho dos balcões em causa deve-se ao facto de não terem a rentabilidade que o banco esperava. O banco entende que a aposta na digitalização e transformação tecnológica são vitais para o seu desenvolvimento e competitividade, o que implica uma busca contínua de melhoria, quer ao nível dos processos, quer pela adopção de canais alternativos de relacionamento com os clientes, que complementem ou substituam o formato presencial, ou seja, o espaço físico”, explicou.

Ana Macedo referiu que o Banco Nacional de Angola está a incentivar a modernização do sistema bancário no país por via da digitalização dos serviços bancários, sendo esta uma tendência mundial a qual o BFA não está alheia. “Com o uso de serviços como internet banking e banca electrónica, a tendência será cada vez mais dispensar os espaços físicos”, disse Ana Macedo, que não descartou a possibilidade de futuramente serem encerrados outros balcões do BFA.

Num outro comunicado divulgado no início desta semana o BFA dá conta da abertura de um novo balcão, desta feita na urbanização do Sequele, município de Cacuaco, em Luanda.

Jornalista