Muitos ouviram falar em Tala Hady, mas não sabem de quem se trata.

Foi uma jovem mulher (aqui fotografada numa pausa) que integrou as forças da guerrilha do MPLA. Morreu em 1968, na Frente Leste. 

Tala Hady entregou-se a uma causa, pela qual acabou por perder a vida,  não para que o MPLA, o seu Movimento, a partir de um certo período, e sem ter reajustado o programa maior às condições que encontrou nas cidades, vilas e aldeias, sucumbisse ao colete de forças da guerra fria, impondo, sem consulta ao Povo ou a Nação, o regime socialista (ouvir a declaração da independência de Agostinho Neto), confiando a  gestão da coisa pública a pessoas impreparadas,   semianalfabetas, escudando-se, em muitos casos, no sogam da fuga maciça  dos quadros portugueses (que  houve, de facto) , mas, mais preocupado em nomearantigos maquisards,
 crioulos de formação profissional duvidosa, bajuladores, etc. 

Esse tipo de procedimento atingiu o auge a seguir ao 27 de Maio, quando Neto se rodeou de analfabetos obedientes e super-obedientes.

Ao tempo de Neto,  não conheci nenhum programa de formação acelerada de gestores, com recurso a instituições de que pudessem ministrar o bem gerir empresas e serviços públicos. Porém, quando abriu excepções, o MPLA recorreu, invariavelmente, aos seus  parceiros/aliados naturais – Cuba  e URSS  – ou estados da mesma órbita.

A juntar a isso amordaçou-se, como nos dias de hoje, o contraditório, o debate de ideias, instaurou o medo, etc, etc .

O resto, e muito mais de tudo que foi mal feito, não cabe aqui; fica à consideração dos historiadores honestos e descomprometidos com fanatismos partidários, religiosos, étnicos, religiosos, tribais, raciais ou de outra natureza.

Cinquenta e quatro anos depois, a pergunta é: Angola tem sabido honrar o ideário pelo qual a jovem Tala Hady deu a vida?