Como era de esperar nessas circunstâncias, os candidatos à presidência da República foram parcos em palavras. Eis o essencial do que disseram os oito concorrente:

João Lourenço – “Acabamos de exercer o nosso direito de voto. É rápido, é simples, aconselhamos todos os cidadãos eleitores a fazerem o mesmo. No fim, vamos sair todos a ganhar, é a democracia que ganha, é Angola que ganha”. 

Adalberto da Costa Júnior (UNITA) – “Constatei que a votação está a ser feita sem cadernos eleitorais. Apenas um caderno eleitoral na mesa. Ainda assim, faço um apelo a todos os angolanos: vamos todos ao voto. Hoje é um dia histórico, é um dia em que eu espero que todos votem num ambiente de absoluta tranquilidade, em respeito às leis e possamos continuar com a festa que são as eleições. A minha expectativa é que o dia decorra em ambiente de absoluta tranquilidade, de absoluta normalidade”.

Manuel Fernandes (CASA-CE) – “A afluência de cidadãos aos nossos actos e o que recebemos de empatia dos cidadãos como garantia de acesso do voto ao número 5. Estamos em crer que estas eleições vão conferir à CASA-CE uma bancada mais números e se a nossa representatividade nos permitir formar o executivo, vamos fazê-lo. Temos quadro e competências para o efeito”.

Dinho Chingunji (P-Njango) – “Estamos num processo que decorreu quase 100% da melhor forma, sendo um exemplo para o mundo. Os angolanos sempre demonstraram ao Mundo em dias como estes têm responsabilidade e humildade suficientes para exercer o seu voto e voltar a casa. Estamos confiantes”.

Benedito Daniel (PRS) – “Estou muito contente. Encontrei uma organização à altura, com eleitores ordeiros, sem confusão de qualquer tipo. É uma festa e aconselho todos os cidadãos para acorrerem as assembleias de voto para exercer o seu direito de voto. Dizem que há muitos indecisos, mas somos muitos partidos, oito, e acredito que cada angolano tem um partido no qual votar”. 

Quintino Moreira (APN) – “Hoje é dia de festa, de democracia para o povo angolano. Continuamos optimistas que o povo angolano vai afluir às cabines de voto para participar desta festa que é nossa, para que continuemos a ser exemplo para a África e o Mundo. Cada pleito que se realiza vamos melhorando em termos de organização e noutros domínios também para que a longo prazo possamos atingir a excelência”.

Bela Malaquias (PHA) – “Neste arranque para a humanização de Angola, dar este passo [eleições] é fundamental. É um sentimento de realização pessoal e colectiva. Do nosso partido podem esperar pela humanização de um país completamente desumanizado em todos os sentidos: moral, material, e espiritual. Por isso, estou convicta que todos juntos podemos construir uma sociabilidade mais razoável, mais normal. Considero o modo como vivemos anormal”. 

Nimi a Nsimi (FNLA) – “A minha expectativa é ganhar. Quem vai ao combate nunca vai para perder. Vai sempre para ganhar. A FNLA está mais unida do que nunca. A coesão da FNLA já não está em questão. Aliás, há dias disse que isto já não se coloca”.