Casal “peregrino” ( já está)
a caminho do aeroporto

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Menos de duas semanas decorridas do seu regresso ao país, após testemunhar a tomada de posse de Luís Inácio Lula da Silva, no dia 1 de Janeiro, em Brasília, o Presidente João Lourenço já está de malas prontas para outro viagem ao estrangeiro.

O casal presidencial antecipou o regresso ao país no dia 3, porque no Brasil nem tudo lhe correu às maravilhas.

Habituado a ser o principal protagonista, mesmo em casa alheia, João Lourenço não gostou que Lula de Silva adiasse, por um dia, a audiência que lhe tinha prometido para o dia 2.

Também conhecido pelo cognome de Peregrino, por causa da frequência com que viaja, João Lourenço deixa Luanda sábado com destino a Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, onde permanecerá até quarta-feira da próxima semana.

Com o “tour” a Abu Dhabi, o Presidente João Lourenço completará quatro viagens ao exterior no espaço de menos de um mês.

Nos dias 13 a 15 de Dezembro esteve em Washington, convidado pelo homólogo norte-americano, para participar da cimeira Estados Unidos-África. No dia 30 de Dezembro desembarcou em Brasília para a posse do Presidente do Brasil.

Antes de ir a Brasília, o Presidente João Lourenço foi ao Gabão para o que fontes do seu gabinete descreveram como reforço dos laços entre os dois países.

A visita ao Gabão, onde reuniu como o homólogo Ali Bongo, durou escassas horas.

João Lourenço e Ali Bongo cruzaram-se nos corredores da cimeira EUA-África e no jantar que o Presidente Biden ofereceu a todos os convidados na Casa Branca. 

Se gerissem os recursos públicos com alguma parcimónia, os dois presidentes teriam reunido em Washington.

A frequência com que o Presidente João Lourenço agora se faz ao ar quase transforma o país num simples ponto de passagem. Em Angola, já quase só tem tempo para dirigir uma ou outra reunião do Conselho de Ministros, conceder audiências e, obviamente, recarregar as baterias financeiras. 

À própria primeira-dama, que sempre viaja com o marido, também não deve sobrar tempo para cuidar do jardim e de outros afazeres domésticos que requerem a mão especializada da dona de casa.

A frequência com que ocorrem e o exército de homens que as antecede e precede, as viagens do Presidente da República ao exterior do país tornaram-se num buraco sem fundo de dinheiro público.

Por causa da ociosidade a que se entregam, na deslocação a Brasília a numerosa turba de turistas que acompanham o Presidente sob diferentes disfarces até se permitiu a cenas de pugilato. Um dos turistas, o segundo comandante da Unidade de Segurança Pessoal, deixou o Brasil com sérios hematomas no corpo depois de haver tomado uma “suave” galheta de um jovem angolano, a quem provocou insistentemente. 

Desde que se rendeu às delícias das viagens ao exterior, a bordo do luxuoso Boeing 787-8 Dreamliner, a coqueluche da construtora norte-americana, o Presidente João Lourenço já deve ter superado as horas de voo de muitos comandantes de aviões comerciais. O afamado comandante Prata muito provavelmente já viu pulverizado o seu record de horas de voo.

Apesar de pagarem com o seu suor o fausto a que o Presidente João Lourenço se entrega, aos angolanos nunca ninguém se dignou prestar contas sobre os gastos e benefícios que decorrem dessas viagens.