Lula é outra louça…

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Na véspera de 7 de Setembro, dia da independência do Brasil, o Presidente Lula apresentou as seguintes realizações do primeiro semestre do seu terceiro mandato interpolado:

《 * No primeiro semestre deste ano, foram criados mais de 1 milhão de novos postos de trabalho com carteira assinada.

* Oitenta por cento das negociações salariais, das mais diversas categorias profissionais, garantiram reajustes acima da inflação.

* Aprovamos no Congresso a lei de igualdade salarial entre homens e mulheres. Trabalho igual, salário igual.

* Os servidores públicos federais tiveram reajuste, depois de seis anos com os salários congelados.

*O salário mínimo voltou a crescer acima da inflação.

* Aumentamos o valor destinado à alimentação escolar, após seis anos sem reajuste.

* O arroz, o feijão, o óleo de cozinha, o botijão de gás…tudo ficou mais acessível.

E sublinhou: 

“A independência do Brasil ainda não está terminada. Ela precisa ser construída a cada dia, por todos nós, sobre três grandes alicerces: democracia, soberania e união.

Democracia é a matéria prima para a realização dos nossos sonhos.

Se sonhamos com um bom emprego e um bom salário;
se sonhamos com a casa própria;
se sonhamos com nossos filhos e filhas na universidade; 
se sonhamos com uma alimentação de qualidade para todo o povo brasileiro;
se sonhamos com um país melhor: é a democracia que vai dizer se teremos ou não as oportunidades para realizar nossos sonhos.

Democracia é o direito de participar das discussões que impactam as vidas das pessoas

Democracia é não apenas a matéria prima dos nossos sonhos. É também a ferramenta para torná-los realidade.

O segundo alicerce da Independência é a Soberania.

Soberania é mais do que cumprir a importante missão de resguardar nossas fronteiras terrestres e marítimas e nosso espaço aéreo.

É também defender nossas empresas estratégicas, nossos bancos públicos, nossas riquezas minerais e fortalecer a nossa agricultura e a nossa indústria.

É falar de igual para igual com qualquer país, e fazer-se ouvir nos principais fóruns internacionais, seja sobre o enfrentamento da crise climática; a busca pela paz na Terra; o combate à fome e às desigualdades ao redor do mundo; e a luta pelo trabalho decente para todos os seres humanos.

Soberania é, antes de tudo, combater todas as formas de desigualdade – seja de renda, de gênero ou de raça. É tornar igualitário o acesso à saúde, à educação, à segurança e aos bens culturais. É criar oportunidades para todos e todas.

Soberania é garantir a soberania do povo brasileiro.

Um povo soberano é um povo sem fome, com emprego decente, com acesso à saúde e à educação e com esperança.

Por isso, trouxemos de volta mais de 40 programas que fizeram do Brasil referência mundial em inclusão social.

Por isso, lançamos na semana passada o Brasil sem Fome, um conjunto de 80 ações e programas, para tirar o Brasil novamente do Mapa da Fome, como havíamos tirado em 2014.

Vamos investir no Minha Casa, Minha Vida, em mobilidade urbana, urbanização de favelas, saneamento básico, prevenção a desastres.

Vamos investir em novas Unidades Básicas de Saúde, maternidades, hospitais e centros de medicina especializada.

 Vamos também investir fortemente na preparação do Brasil para enfrentar o risco de novas pandemias.

Com o Novo PAC, a educação voltará a ser prioridade, com investimentos da creche à pós-graduação – passando pelas escolas em tempo integral e a expansão da rede de Institutos e Universidades Federais.

Vamos alavancar a produção científica no país, e dar as oportunidades de um futuro melhor para as nossas crianças.

O Brasil será um lugar melhor para se viver》.

Em suma:

《Em apenas oito meses, recolocamos o Brasil no rumo da democracia, da soberania e da união. Do desenvolvimento económico com inclusão social》.

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A lucidez, maturidade e idade de Luís Inácio Lula da Silva “desengavetam” da memória de alguns angolanos uma célebre declaração do “imortal” Chico Ventura, à data treinador da equipa principal de futebol do TAAG, ao também “imortal” Gustavo Costa, à data ao serviço do Jornal de Angola. Foi em 1980. 

Se Ndunguidi – jogador do 1º de Agosto e  então considerado o melhor futebolista angolano – tivesse a cabeça de Sabino – à data um dos melhores médios ofensivos da equipa aviadora – seria um jogador excepcionalmente fabulosoO mesmo aconteceria com Sabino, se tivesse as pernas do Ndunguidi”

Ou seja, se Lula tivesse a idade de presidentes africanos como João Lourenço, a maioria da população brasileira concordaria, por unanimidade, com uma alteração da Constituição que permitisse ao seu actual Chefe de Estado recandidatar-se a quantos mandados as suas energias físicas e mentais autorizassem. 

Com Lula fica demonstrado a diferença entre verdadeiros líderes de países, e outros, sobretudo em África, chefes de facções ou gangues com vocação para a corrupção, o roubo e a pilhagem. 

É por isso que quando vai à Assembleia Geral das Nações Unidas ou a qualquer outro fórum mundial, o universo suspende todas as actividades para ouvir o Presidente do Brasil, ao passo que outros presidentes geralmente têm como ouvintes quase exclusivos os membros dos numerosos séquitos que levam.