Atenta à mudança da matriz energética em todo o Mundo, ANPG e Sonangol começaram a “antecipar o futuro”, através da assinatura de um Memorando de Entendimento com a ENI Angola

A companhia energéticaEni Angola, a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANPG) eaSonangol assinaram esta segunda-feira, 4, um Memorando de Entendimento (MdE) para o desenvolvimento conjunto do sector de agro-biocombustíveis em Angola.

A informação foi dada pela ENI Angola, através de um comunicado de imprensa enviado hoje ao Correio Angolense. De acordo com o documento, o MdE foi rubricado à margem do encontro entre o presidente da República, João Lourenço, e o CEO da ENI, Claudio Descalzi, no palácio presidencial, colina de São José, em Luanda. 

“Ao abrigo do MdE, a Eni, a ANPG e a Sonangol desenvolverão um caminho de descarbonização para a República de Angola,através de uma abordagem de economia circular, avaliando em particular o desenvolvimento de cultivos de baixo nível de IUC (mudança indirecta do uso do solo) como a mamona, em terras degradadas, e cobrir culturas em rotação com cereais”, lê-se no comunicado. As partes vão igualmenteavaliar oportunidades de negócio nas áreas de recolha de resíduos, com o objectivo de valorizar a fracção orgânica, e de bio-refinação, segundo indica o MdE.O comunicado considera que o documento ora firmado “está em linha com o compromisso da ENIde acelerar a transição energética nos países produtores de combustíveis fósseis, promovendo a integração do continente africano na cadeia de valor dos biocombustíveis através de iniciativas de desenvolvimento agro-industrial destinadas à produção de biocombustíveis avançados, ajudando à descarbonização do sector dos transportes e promovendo oportunidades de desenvolvimento”.

Jornalista há 38 anos, tendo iniciado a carreira na ANGOP, em 1984. Mobilizado nesse ano para o cumprimento do serviço militar obrigatório, ingressou nos quadros do Jornal Desportivo Militar (JDM). Regressou a ANGOP em 1992, tendo saído em 1999. Entre 1988 e 1991 teve uma experiência como redactor principal na revista Golo. Foi co-fundador do Angolense (1997) e do Semanário Angolense (2003), de que foi diretor-adjunto. Prémio Maboque de Jornalismo em 1999, foi colaborador do Jornal de Angola, Jornal dos Desportos, jornal O Jogo e da SIC (os dois últimos de Portugal), além de ter sido correspondente da emissão em português da Rádio Havana Cuba, do jornal O Diário e do Semanário Desportivo (Portugal). Actualmente é correspondente das agências EFE (Espanha) e AGI (Itália).