Combate à corrupção encalhou

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Com 33 pontos, Angola divide com a Mongólia e o Peru o 121º lugar do Índice O Índice de Percepção da Corrupção (IPC).

O IPC é o principal indicador de corrupção do mundo.

Produzido pela Transparência Internacional desde 1995, ele avalia 180 países e territórios e atribui notas numa escala entre 0 e 100. Quanto maior a nota, maior é a percepção de integridade do país.

Em 2023, a Dinamarca, com 90 pontos, é o país melhor classificado.

Na cauda do IPC está a Somália, com constrangedores 11 pontos.

Com os mesmos 33 pontos, em 2022 Angola ocupou o 116º lugar. O país retrocedeu cinco lugares.

No universo dos Países da Comunidade de Língua Portuguesa, o IPC de 2023 coloca Angola apenas acima de países como a Guiné Equatorial, governada por uma cleptocracia, com 172 pontos, Guiné Bissau, com 158 e Moçambique, com 145.

Entre os lusófonos, Cabo Verde, com 30 pontos, é o país melhor classificado.

O IPC do ano passado mostra que apesar da fanfarra, a  luta contra a corrupção em Angola encalhou.

Os “marimbondos” que o Presidente João Lourenço atribuiu ao seu antecessor, José Eduardo dos Santos, foram rapidamente substituídos por novos, sedentos e famintos corruptos.