Uma empresa de comercialização de ração animal acaba de anunciar o que se presume venha a ser um aumento brutal dos  seus preços.

Em “Nota Informativa”, a Nutrivet imputa o aumento dos seus preços ao “panorama económico e pandémico global” e à “volatilidade dos mercados internacionais”, que tem “provocado uma pressão extrema no sector da alimentação”.

Segundo a Nutrivet, a conjugação do panorama económico global com a volatilidade dos mercados é responsável pelo aumento do preço das matérias-primas, “algumas com aumentos de 50%”.

Tendo como garantido que a “pressão do aumento dos preços das matérias-primas prosseguirá” e que “a alimentação animal não pode financiar as diferentes fileiras”, a Nutrivet anuncia que nos “vimos forçados a efectuar um reajuste das nossas tabelas comerciais” porque o “esforço tem que ser repartido por todos os intervenientes e os preços dos produtos de origem animal terão de reflectir as novas condições de mercado”.

Na nota, a Nutrivet não anuncia a percentagem do reajustamento de preços dos seus produtos.

Não é esperada qualquer reacção quer do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural quanto da Direcção Nacional de Preços do Ministério das Finanças.

Assim e mais uma vez, os pequenos e grandes criadores de animais para consumo humano ficam entregues à sua sorte.

Como diriam os brasileiros, uns e outros iniciam nova dança dos 30.